Golar assina contrato de fornecimento de GNL com a Copergás para a instalação da primeira Rede Estruturante de gasoduto do Nordeste, em Petrolina (PE)

Modelo inédito de parcerias com companhias estaduais de gás viabilizará a interiorização do energético, beneficiando, na ponta, mais indústrias, comércios e veículos.

Por Assessoria 01/08/2020 - 10:38 hs
Foto: Priscila D'arc
golar.jpg

Da esquerda para a direita: Marcelo Rodrigues, VP da Golar, André Campos, presidente da Copergás, e Fabrício Bomtempo, diretor comercial da Copergás - Divulgação

A Golar Power assinou, nesta quinta-feira (30/07), contrato de fornecimento de GNL com a Companhia Pernambucana de Gás Natural (Copergás) para a implantação da primeira Rede Estruturante de Gasoduto do Nordeste, em Petrolina (PE). O projeto, que terá o investimento da Golar de US$ 2 milhões, é um desdobramento do protocolo de intenções que a Golar assinou com o Governo do Estado de Pernambuco, em março deste ano, para a implantação de um Terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) no Complexo Industrial Portuário de Suape, previsto para entrar em operação no primeiro trimestre de 2021.

Em parceria com as companhias distribuidoras de gás natural canalizado, a Golar pretende implementar a infraestrutura em cidades distantes dos dutos, promovendo assim a interiorização do energético. Em Petrolina, a Copergás vai implantar um gasoduto de 40 km para fazer a distribuição do gás a partir de uma grande unidade de regaseificação a ser construída pela Golar, que irá receber um volume de 40 mil m³/dia de GN transportados em iso-conteinêres que serão abastecidos pelo Terminal de GNL de Suape.

Nesta quinta-feira, a Golar também recebeu no Porto de Suape o primeiro lote de dez iso-contêineres importados para viabilizar o projeto, de um total de 70 que chegarão até o fim do ano.

Para o CEO da Golar Power, Eduardo Antonello, a parceria com as companhias de gás para viabilizar as redes estruturantes é o caminho para promover a oferta do gás, criando demanda para o volume de gás disponível no Brasil. "Acreditamos que esta estratégia é a mais eficiente para aproveitarmos a abertura do mercado de gás, pois assim conseguimos disponibilizar o gás natural em cidades que estão afastadas da malha de gasodutos, e que, de outra forma, não teriam acesso a esta fonte. Vamos ajudar também numa transição para uma matriz energética de baixo carbono, substituindo o carvão, óleo diesel e GLP, nas indústrias, e o diesel, como combustível de veículos pesados.A implementação de caminhões movidos a GNL, por exemplo, poderia reduzir o preço do frete no país, permitindo um melhor rendimento aos caminhoneiros", afirmou.

Segundo levantamento da Golar, cerca de 170 municípios com mais de 100 mil habitantes não contam com gasodutos. No total, 95% das cidades brasileiras estão desprovidas de gás natural. Para o vice-presidente da Golar, Marcelo Rodrigues, este cenário atesta a relevância do projeto de distribuição do GNL em pequena escala (small scale) da Golar, ao viabilizar uma estrutura de distribuição do gás sem a necessidade de construir gasodutos muito extensos.

"Petrolina está a 750 quilômetros de Recife. O gás dificilmente chegaria em Petrolina se não fosse pela estrutura de transporte do GNL e regaseificação que vamos implementar com a Copergás. O gás que chegará a Petrolina vai abastecer indústrias, comércio, postos de GNV e residências", explicou.

"A parceria com a Golar implementa aquela que é a prioridade do Governo Paulo Câmara e da Copergás: interiorizar a distribuição do gás natural, aumentando nossa competitividade e ajudando na atração de novos empreendimentos para o Estado. Além de mais econômico e seguro, o GN é mais sustentável que outros combustíveis. Essas vantagens estarão disponíveis para um número maior de pernambucanas e pernambucanos", afirmou o diretor-presidente da Copergás, André Campos.

Terminal de Suape

Em março deste ano, a Golar Power assinou protocolo de intenções com o Governo do Estado de Pernambuco para estabelecer um novo hub de abastecimento de gás natural no Nordeste, com aimplantação do Terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) no Complexo Industrial Portuário de Suape, com investimento de R$ 1,8 bilhão. O projeto prevê uma infraestrutura de suprimento de gás natural para geração de energia elétrica, além de atender demandas das indústrias, comércio, postos de GNV/GNL e residências, em parceria com a Copergás.

A instalação do terminal vai desenvolver a economia das cidades do interior do Estado e do Nordeste, em regiões não atendidas por gasoduto, uma vez que o fornecimento de gás natural nesses lugares será realizado por via rodoviária através de isso-contêineres (small scale). A Golar Power Brasil promove a interiorização do GNL no país por meio de um plano estratégico que contempla o Nordeste como região prioritária para a distribuição em pequena escala.

O terminal está previsto para entrar em operação no primeiro trimestre de 2021. O navio da Golar, com capacidade de 135 mil metros cúbicos e 290 metros de comprimento, atracará de forma estacionária no Cais de Múltiplos Usos do Porto de Suape. Esta embarcação funcionará como supridor para abastecimento de iso-contêineres (tipo de contêiner em forma de cisterna) montados em caminhões. Estes veículos, por sua vez, farão a distribuição para cidades num raio de até mil quilômetros. O escoamento por caminhão chegará a 480 mil m3 de gás natural por dia.

A distribuição de GNL também será feita a partir de Suape para outros estados do Brasil, por meio de cabotagem. O navio criogênico de pequeno porte do Grupo Golar será abastecido por transbordo e utilizado no transporte do GNL para outros portos da região. A embarcação possui 123 metros de comprimento e capacidade de armazenamento em cada operação de 7,5 mil m3 de GNL, equivalentes a 4,5 milhões de m3 de gás natural.


Sobre a Golar Power

A Golar Power é uma empresa pioneira no Brasil de operação integral de GNL, que se desenvolve em toda a cadeia de valor de midstream (transporte) e downstream (liquefação, logística, regaseificação e fornecimento de gás natural para diferentes tipos de cliente final), bem como na geração elétrica. A empresa possui embarcações que funcionam como Unidades Flutuantes de Regaseificação e Armazenamento (FSRU, segundo a sigla em inglês) de GNL que fornecem serviços para a Petrobras desde 2007 nos estados da Bahia e do Ceará. É sócia na UTE Porto de Sergipe I, que opera uma central termoelétrica com capacidade instalada de 1550 megawatts (MW) em Barra dos Coqueiros, no estado de Sergipe, e das Centrais Eléctricas de Barcarena (CELBA), no Pará, cujo Terminal tem previsão de entrar em operação no fim de 2022 e a Termoelétrica, em 2024. Ainda está à frente do Terminal Gás Sul (TGS), em Santa Catarina, e do terminal de GNL de Suape, ambos em fase de licenciamento.